Mostrando postagens com marcador LITERATURA INFANTO JUVENIL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LITERATURA INFANTO JUVENIL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ATIVIDADE – Teatro de Bonecos

ATIVIDADE
A moça Tecelã
Marina Colasanti
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se a tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido, Se sede vinha, suave era a lão cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Ma tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao seu lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
- Uma casa melhor é necessária, - disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs e cor de tijolos, fios verdes para os batentes, e pressa para casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. – Para que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
- É para que ninguém saiba do tapete, -- disse. E antes de trancar a porta a chave, advertiu:
- Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha denovo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer o seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas, Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E oi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

FAÇA VOCÊ MESMO!
Que tal recontar o assunto do conto em um teatro de bonecos? Não esqueça de seguir os itens abaixo e de ressaltar a questão do consumismo explicitado no texto.
ETAPAS:
  • Roteirização
  • Confecção dos bonecos e do cenário
  •  Ensaios
  • Apresentação


Sugestão: Veja um exemplo de apresentação de teatro de bonecos a seguir, feita a partir do texto “A moça tecelã” de Marina Colasanti e “Uma história meio ao contrário” de Ana Maria Machado.  As fotos abaixo contém imagens da confecção de bonecos que os alunos fizeram para a apresentação do teatro. Para fazer os bonecos para  encenação do conto de Colasanti foram utilizados as lãs e fios de sedas para criar os elementos apresentados na narrativa, como também alguns bordados para dar vida aos itens textuais que foram preservados ao serem passados do conto para o teatro. Para confecção dos bonecos do conto de Machado, foram utilizados o couro, a estopa e a palha, para darem vida aos elementos do texto que foram roteirizados e adaptados na apresentação do teatro, tanto os bonecos como o cenário deram vida a história meio ao contrário.















ATIVIDADE – Fábulas / Trabalho

ATIVIDADE 1


Vídeo: A cigarra e a formiga.
Disponível em: 





A Cigarra e a Formiga
(Adaptado da obra de La Fontaine)
Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.


A cigarra então aconselhou:
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.
A rainha das formigas falou então para a cigarra:
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida!
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio.
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
Fonte: www.qdivertido.com.br

1-) Leia as seguintes afirmações e assinale a alternativa correta:
I - Tanto o vídeo quanto o texto escrito descrevem a história de duas personalidades diferentes, um ser esforçado e trabalhador e, outro que não tinha preocupações.
II -  É possível relacionar o texto com o sistema capitalista, onde todos tem que cooperar e produzir para o melhor funcionamento da sociedade.
III - A atitude da cigarra está correta, é coerente e ética, uma vez que ela se preocupa muito consigo mesma e, aproveita sua vida.
     a-) Apenas as alternativas I e II estão corretas;
     b-) Apenas as alternativas I e III estão corretas;
     c-) Apenas as alternativas II e III estão corretas;
     d-) Todas as alternativas estão corretas.

B-) Uma das características do gênero fábula é propor uma moral para a história, essa moral funciona como um ensinamento para quem ler. Que moral você atribuiria a esta fábula?

C-) No trecho “A cigarra então aconselhou: - Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!”. O conselho dado pela cigarra é bom, levando em conta o contexto da história? O que aconteceria se todas as formigas fizessem o que a cigarra propõem? Justifique sua resposta.

D-) Pensando na sociedade em que vivemos, sendo ela apoiada no sistema capitalista. O mais indicado é ser esforçado como a formiga, ou despreocupado como a cigarra? Dê pelo menos cinco motivos que justifiquem seu ponto de vista.

ATIVIDADE 2
1-) Depois da leitura do texto de apoio sobre o que é uma fábula e explicação da sua estrutura. Elabore sua própria fábula escolhendo uns dos seguintes temas Trabalho ou Consumo para ser apresentado no Café Literário .

ATIVIDADE 3
1-) Organização e efetuação do Café Literário para apresentação das fábulas e compartilhamento do aprendizado com os colegas.




ATIVIDADE - HQs E TIRINHAS

ATIVIDADE
Leia as tirinhas abaixo para responder às questões:




1-) Na tirinha 1, é explicitado um problema que acontece na sociedade atual, que problema é esse:
    a-) Antigamente as pessoas só compravam sorvetes e doces para comer em casa.
    b-) O aumento dos produtos desproporcional aos aumentos salariais, faz com que as pessoas tenham mais dificuldades para consumi-los.
    c-) A mesada da criança é muito pequena, o pai deveria aumentar a mesada mesmo que ficasse sem dinheiro para as demais despesas familiares.
   
2-) Na tirinha 2 o pai de Magali, ganha pouco em relação ao que a família precisa consumir. Esse quadro ocorre na sua família ou na sociedade em que você vive? Dê algum exemplo de situação que você já viu ou viveu.

3-) A atitude de Magali, na tirinha 2, é boa mas dificilmente o chefe dará este aumento ao pai dela, já que não é algo simples de conseguir, há outros caminhos que ela poderia seguir. Marque verdadeiro (V) para aquilo que é aconselhável, ou falso (F) para atitudes que não devem ser tomadas, para lidar da melhor maneira com esta situação:
(    ) Brigar com o chefe e dizer que ele era obrigado a dar o aumento.
(    ) Rever gastos da família para tentar economizar e poupar dinheiro.
(  ) Pedir ao pai somente aquilo que desejasse muito ou tivesse realmente necessidade.
(    ) Continuar consumindo tudo que ver até que o dinheiro acabe.
(    ) Consumir de maneira consciente, evitando desperdícios.

4-) Partindo das respostas que você marcou como aconselháveis, escreva pelo menos 10 linhas sobre o consumo consciente e dê ao menos um exemplo de como coloca-lo em prática.

FAÇA VOCÊ MESMO!
Gostou de ler HQs e tirinhas? Que tal criar o seu próprio HQ?

Crie uma história com pelo menos 2 páginas, onde os personagens tem algum conflito para resolver, lembrando que estes conflitos devem ter relação à temática: “trabalho e consumo”. Você pode criar seus próprios personagens só não esqueça de utilizar a estrutura dos HQs!


domingo, 16 de junho de 2013

O Conto

O CONTO
O conto é uma narrativa breve, escrita em prosa, que se caracteriza por ser menor que o romance, tem poucos personagens, as análises são mais superficiais e o clímax acontece no final.
Os contos podem ter várias modalidades como, e de acordo com elas podem ser:
  • De humor;
  • Fantásticos;
  • De mistério e terror;
  • Contos realistas;
  • Psicológicos;
  • Religiosos;
A estrutura dos contos são simples, geralmente eles se dividem em introdução, complicação e desfecho, justamente por seu tamanho reduzido ele deve buscar  a concisão. Na introdução ocorre a apresentação do cenário, os personagens, e fatos iniciais, para situar o leitor. A complicação é a parte do enredo na qual se desenvolve o conflito, e devido ao tamanho reduzido, deve ser único. O desfecho é onde a história culmina, e o elemento surpresa é revelado, e o conflito resolvido.
O conto precisa causar um impacto, um efeito singular no leitor, não pode ser enfadonho, deve causar muita excitação e emotividade e prender a atenção do leitor, sendo o gênero literário mais moderno e que maior vitalidade possui, pela simples razão que as pessoas jamais deixarão de contar o que se passa, nem de interessar-se pelo que lhes contam de forma bem contada. 
Cinco pontos devem ter destaque no roteiro de um conto:
1-              Acepção da ideia central. O que acontece no conto, qual é o enredo principal?
2-              Definição dos personagens, com caráter e perfil psicológico. (O herói, o vilão, os personagens de apoio).
3-              Criação dos temperos (fatos relevantes, marcantes).
4-              Estruturação do conflito (obstáculos, ação dos vilões).
5-              Ambiente (palácio, floresta, cidade do interior, metrópole).




A Fábula


A fábula
A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história.
A fábula está presente em nosso meio há muito tempo e, desde então, é utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios populares vieram da moral contida nessa narrativa alegórica, como, por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em “A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra e as formigas”.
Portanto, sempre que redigir uma fábula lembre-se de ter um ensinamento em mente. Além disso, o diálogo deve estar presente, uma vez que trata-se de uma narrativa.
Por ser exposta também oralmente, a fábula apresenta diversas versões de uma mesma história e, por esse motivo, dá-se ênfase a um princípio ou outro, dependendo da intenção do escritor ou interlocutor.
É um gênero textual muito versátil, pois permite diversas situações e maneiras de se explorar um assunto. É interessante, principalmente para as crianças, pois permite que elas sejam instruídas dentro de preceitos morais sem que percebam.
E outra motivação que o escritor pode ter ao escolher a fábula na aula, no vestibular ou em um concurso que tenha essa modalidade de escrita como opção é que é divertida de se escrever. Pode-se utilizar da ironia, da sátira, da emoção, etc. Lembrando-se sempre de escolher personagens inanimados e/ou animais e uma moral que norteará todo o enredo.

O que são HQs e Tirinhas?

O que são HQs e Tirinhas? 
              
“As HQs (Histórias em quadrinhos) surgiram na periodicidade dos jornais. Com o tempo, foram ganhando autonomia, dado o sucesso de público alcançado, e passaram a figurar e publicações especializadas, os gibis. Atualmente, permanecem nos jornais e encontram-se em outros veículos midiáticos, tais como gibis e revistas destinadas aos mais diversos leitores, além de boletins informativos de empresas públicas e privadas. Publicações voltadas para o lazer educativo das crianças, com Recreio, Picolé e revistas para colorir, também trazem tirinhas de humor”. (p.215/116).


 “As tiras são um subtipo de HQ, mais curta (até 4 quadrinhos), e portanto, de caráter sintético , podem ser sequenciais (‘capítulos’ de narrativas maiores) ou fechadas (um episódio por dia). Quanto as temáticas, algumas tiras também satirizam aspectos econômicos e políticos do país, embora não sejam tão ‘datadas’ quanto a charge”, (p214).
 








Fonte: Gêneros textuais e Ensino/ Angela Paiva Dionísio, Anna Rachel, Machado, Maria Auxiliadora Bezerra, (organizadoras). –São Paulo: Parábola Editorial, 2010.