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segunda-feira, 17 de junho de 2013

ATIVIDADE – Naturalismo / Trabalho e Consumo

ATIVIDADE 1

Que tal saber um pouco mais sobre a Literatura Brasileira, Aluísio Azevedo e a grande obra do Naturalismo brasileiro "O Cortiço"?

1-) A obra se passa praticamente em dois ambientes: O Cortiço e, o Sobrado. Descreva-os dando suas principais características.

2-) Sobre o enfoque temático da obra, leia as afirmações abaixo e marque a opção correta:
I – Ambição e exploração do homem pelo próprio homem;
II – Imigração portuguesa oportunista;
III – A degradação moral e ética do homem.

    a-) Apenas a alternativa I está correta.
    b-) Apenas a alternativa II está correta.
    c-) Apenas a alternativa III está correta.
    d-) Todas as alternativas estão corretas.

3-) O foco narrativo na obra, está centrado em qual tipo de narrador? Justifique sua resposta.

4-) O Zoomorfismo (ou Evolucionismo) é a visão instintiva, animalesca, irracional do ser humano. Na obra isto fica marcado nas atitudes dos personagens, em suas características, nas descrições das cenas e dos atos, e até mesmo na forma como a obra e escrita. De acordo com os itens dispostos abaixo, explique por meio de explanação ou de adjetivos pertinentes, como eles são explicitados na obra:
- Atitudes instintivas:__________________________________________
- Características animalescas dos personagens:________________________________________________
- Sexualidade:________________________________________________
- Higiene:____________________________________________________

5-) Segundo a teoria do Determinismo o ser humano pode ser determinado por três fatores: O meio, A raça e o Momento histórico. Explique segundo a obra como o personagem de João Romão é determinado por estes itens.

ATIVIDADE 2
1-) Relacione os termos dispostos abaixo, com a lista de personagens de acordo com as características de cada um. Lembre-se que há personagens que começam com uma característica e terminam com outra e, que para cada momento do personagem pode-se atribuir mais de uma característica:
Sensual – Ambicioso – Torna-se preguiçoso – Escrava – Hipócrita – Fogosa– Solidária – Frágil – Prostituta – Honesto – Boa esposa – Apática – Religiosa – Explorador – Fiel à esposa – Dócil – Perde princípios morais – “Abrasileirado” – Invejoso – Submisso – Festeira

- João Romão:
- Bertoleza:
- Miranda:
- Zulmira:
- Rita Baiana:
- Pombinha:
- Jerônimo:
-Piedade:


2-) João Romão é um homem ambicioso, explorador e, utiliza todos os meios possíveis para ter ascensão social. Focando nos dois primeiros capítulos do texto podemos elencar diversas características deste personagem. Partindo dos textos de apoio sobre trabalho e consumo, disserte sobre como este personagem lida com estas questões. Para embasar sua resposta retire da obra trechos e faça sua explicação a partir deles.


domingo, 16 de junho de 2013

O Cortiço

O CORTIÇO
(1890)

Enredo (resumo)




                                      Adaptação do clássico "O cortiço" para os quadrinhos, por Ivan Jaf (roteiro) e Rodrigo Rosa (arte)

            O português João Romão, trabalhador infatigável desde criança, junta-se à negra Bertoleza e constroem um dos maiores cortiços da cidade, ao lado do qual vivem, num sobrado burguês, o também português Miranda e sua família (a esposa Dona Estela, a filha Zulmira e alguns agregados e hóspedes: Isaura, Leonor, Valentim, Henrique, Botelho). Enquanto João Romão se amancebava com Bertoleza, Dona Estela traía o marido com Henrique, hóspede da família. No cortiço, a cada novo dia, as mulheres saíam para lavar roupa: Leandra, a Machona (mãe de Ana das Dores, Neném e Agostinho), Augusta (mulher de Alexandre e mãe de Juju), Leocádia (mulher de Bruno), Marciana (mãe de Florinda), Dona Isabel (mãe de Pompinha, a noiva de João da Costa) e Paula, a Bruxa; os homens, por sua vez, saíam para trabalhar, principalmente na pedreira de João Romão, atrás do cortiço. Chegam ao cortiço Jerônimo (com sua esposa, Piedade, e uma filha), novo contratado da pedreira, e Rita Baiana, antiga moradora, agora vivendo com Firmo. Jerônimo logo se apaixona por Rita, mulher lúbrica e diabólica, por causa de quem se desentende com Firmo. Firmo, por seu turno, fere-o numa briga, a polícia é chamada, arma-se uma confusão. Enquanto isso, Paula, a Bruxa tenta por fogo no cortiço, a fim de se vingar da expulsão da amiga Marciana por João Romão, tentativa que é frustrada pela chuva. João Romão amargava, cada vez mais, uma profunda inveja de seu vizinho Miranda, barão a título comprado, frequentador assíduo da alta sociedade. Começa, então, a se preocupar consigo mesmo, a vestir-se melhor, a frequentar teatros e a participar de outras atividades sociais. É que ele planejava, de olho na fortuna de Miranda, casar-se com sua filha Zulmira. Com efeito, auxiliado pelo agregado Botelho, João Romão estabelece um contato mais íntimo com Zulmira e sua família. Enquanto isso, no cortiço, Jerônimo, já recuperado, planeja a morte de Firmo, o que consegue com a ajuda de comparsas, fugindo em seguida com Rita Baiana e abandonando esposa e filha. Repentinamente, o cortiço pega fogo e é quase que completamente destruído. João Romão reergue outro ainda maior, mais organizado e que lhe dá mais lucro. Cada vez mais rico, marca casamento com Zulmira, conquistando invejável posição social. Levadas pelas dificuldades da vida, Piedade torna-se bêbada e inútil, enquanto Pombinha torna-se prostituta. Para se livrar de Bertoleza, empecilho ao seu casamento, João Romão a entrega ao seu antigo dono, já que se tratava de uma escrava fugida, cuja carta de alforria fora, na verdade, forjada pelo comerciante português para que pudessem ficar juntos. Antes disso, porém, Bertoleza se mata, no mesmo instante em que João Romão recebia – ironicamente – título de sócio benemérito de uma comissão de abolicionistas.



Características Estéticas 

01. Patologia social: retrato dos vícios humanos (imoralidade)
02. Sexualidade: perversão sexual (luxúria)
03. Prevalência do espaço: cortiço (classe popular) x sobrado (burguesia)
04. Combate à sociedade burguesa local
05. Descrição excessiva de personagens e lugares (descritivismo)
06. Caricaturização das personagens
07. Estilo cinematográfico (frases curtas/ períodos entrecortados)
08. Determinismo ambiental
      a) espaço exerce influência sobre o comportamento / caráter humano
      b) o cortiço como local propício à degradação
09. Determinismo biológico
      a) organismos (personagens e cortiço) em processo de degeneração
      b) condicionamento genético da miséria e da imoralidade

Personagens 
01. Protagonista: cortiço (valorização do coletivo)
02. Personagens: João Romão (ascendência) x Jerônimo (decadência)
03. Personagens: tipos sociais (representação de grupos sociais)
04. Zoomorfização das personagens x antropomorfização do cortiço






 
Fonte: Prof. Maurício Silva e Profa. Márcia M. Pereira. (Literatura Brasileira- Apostila Realismo)

Aluísio Azevedo

 ALUÍSIO AZEVEDO (1857-1913)


Biografia
1857 - Nasceu em São Luís (Maranhão);
1876 - Embarca para o Rio de Janeiro, onde trabalha como caricaturista e desenhista em diversos jornais e revistas;
1878 - Regressa para São Luís, em função da morte de seu pai;
1880 - Publica seu primeiro livro: Uma Lágrima de Mulher;
1881- Retorna ao Rio de Janeiro, onde passa a se dedicar à literatura, escrevendo romance e peças de teatro;
1895- Ingressa na carreira diplomática, servindo como cônsul em várias cidades (Tóquio, Nova Iorque, Buenos Aires etc.);
1913 - Falece em Buenos Aires.


Característi
cas 

1. Denúncia ao preconceito de cor;
2. Combate aos preceitos religiosos;
3. Exposição da vida cotidiana e do homem comum;
4. Busca da verossimilhança e da objetividade;
5. Apego ao descritivismo e ao detalhismo;
6. Fixação de grupos humanos (casa de pensão, cortiço);
7. Fidelidade aos determinismos (biológico, social, ambiental);
8. Linguagem correta e concisa;
9. Estilo límpido e fluente;
10. Valorização da caracterização em detrimento do psicológico;


Obras

1. Folhetins de extração romântica:
  •  Uma Lágrima de Mulher (1880) 
  •  Memórias de um Condenado (A Condessa Vésper) (1881) 
  •  Mistério da Tijuca (Girândola de Amores) (1882) 
  •  Filomena Borges (1884) 
  •  Coruja (1890)
  •  A Mortalha de Alzira (1894)

2. Romances realistas-naturalistas:
  •   Mulato (1881)
  •   Casa de Pensão(1884)
  •   Homem (1887)
  •   Cortiço (1890) 
  •   Livro de uma Sogra (1895).





Fonte:  Prof. Maurício Silva e Profa. Márcia M. Pereira. (Literatura Brasileira- Apostila Realismo)

Naturalismo

NATURALISMO

REALISMO-NATURALISMO
(1881-1902)

A estética a que se convencionou chamar de Realismo - Naturalismo estende-se, no Brasil, de 1881, data da publicação tanto de O Mulato (de Aluísio Azevedo) quanto de Memórias Póstumas de Brás Cubas (de machado de Assis), ambos os principais nomes do período, até 1902, com a inauguração da estética a que se convencionou chamar de Pré-Modernismo.
Esteticamente, o Realismo nasce na França, particularmente com as obras de Flaubert (Madame Bovary, 1856) e Zola (Thérèse Raquin, 1867). Trata-se de uma escola literária que tinha como fundamento ideológico uma série de teorias (filosóficas, científicas, sociológicas etc.), as quais surgem na segunda metade do século XIX, todas elas baseadas num ideário cientificista: o Positivismo, com Comte (Curso de Filosofia Positiva, 1830-1842), o Socialismo, com Proudhon (Filosofia do Progresso, 1835), o Determinismo Ambiental, com Taine (Filosofia da Arte, 1865-1869), o Determinismo Biológico, com Darwin (As Origens das Espécies, 1859), o Experimentalismo Científico, com Bernard (Introdução ao Estudo da Medicina Experimental, 1865) e o Determinismo Social, com Spencer (Princípios de Sociologia, 1877-1886). Todas essas teorias acabaram influenciando diretamente o modo de produção literária dos realistas, os quais adotaram os princípios expostos por esses pensadores (cientificismo, progresso, socialismo, experimentalismo, determinismo) e incorporaram-nos em suas obras, estabelecendo um vínculo entre Arte e Ciência.
Nesse sentido, a estética realista privilegiava - em tudo contrário à romântica - a objetividade (em oposição à subjetividade), o cientificismo (em oposição ao idealismo), a exterioridade (em oposição à interioridade), o racionalismo (em oposição ao sentimentalismo), a inteligência (em oposição à emoção), o materialismo (em oposição ao espiritualismo). Como afirmou Émile Zola, num dos principais tratados teóricos sobre o Naturalismo: “ao estudo do homem abstrato, do homem metafísico, [o Naturalismo] opõe o estudo do homem natural, submetido às leis físico-químicas e determinado pelas influências do meio”.


“O romance experimental é, em uma palavra, a literatura de nossa idade científica, com a literatura clássica e romântica correspondeu a uma idade de escolástica e de teologia” (O Romance Experimental, 1880).  O ser humano, desse modo, passa a ser um verdadeiro componente - materializado - da engrenagem da mecânica universal, ao contrário do homem romântico, excessivamente autocentrado e auto-suficiente. A arte, portanto, passa a ser engajada, contendo nítidos apelos sociais, e antiburguesa, retratando a dissolução moral da burguesia, por meio de casos patológicos. É ainda Zola quem melhor define essa peculiaridade da estética realista-naturalista, a afirmar os objetivos do romance experimental: “possuir o mecanismo dos fenômenos do homem, mostrar a engrenagem das manifestações intelectuais e sensuais, tal qual a Fisiologia no-las explicará, sob as influências da hereditariedade e das circunstâncias-ambiente, e depois mostrar o homem vivendo no meio social que ele mesmo produziu, que modifica todos os dias, e no seio do qual experimenta por sua vez uma transformação contínua” (O Romance Experimental, 1880).
Segundo o Naturalismo, o homem é desprovido do livre-arbítrio, ou seja, o homem é uma máquina guiada por vários fatores: leis físicas e químicas, hereditariedade e meio social, além de estar sempre à mercê de forças que nem sempre consegue controlar. Para os naturalistas, o homem é um brinquedo nas mãos do destino e deve ser estudado cientificamente. O homem é encarado como produto biológico passando a agir de acordo com seus instintos, chegando a ser comparado com os animais (zoomorfização).



Fonte: Apostila de Literatura Brasileira (realismo)- Prof. Maurício Silva ; Profa. Márcia M. Pereira.

Literatura Brasileira

LITERATURA BRASILEIRA



Cada período literário descreve a sociedade da época enfocando sua cultura, linguagem e ideias. O estudo destes períodos literários nos ajuda a compreender e a acompanhar melhor as mudanças que aconteceram na sociedade. Pode-se reconhecer ao longo da história literária brasileira dois momentos básicos:
1º) Literatura do Período Colonial (1500-1836)
Período em que a cultura portuguesa se impôs.
  • Literatura Informativa
  • Barroco
  • Arcadismo
2º) Literatura do Período Nacional (1836 até os nossos dias)
Marcado pelo esforço em alcançar uma autonomia cultural mais vigorosa.
  • Romantismo
  • Realismo / Naturalismo
  • Parnasianismo
  • Simbolismo
  • Pré-Modernismo
  • Modernismo
  • Pós-Modernismo

Cada movimento tem características particulares, de maneira geral poderíamos elencar as seguintes:

LITERATURA INFORMATIVA (Séc. XVI)
  • Visão documental e paradisíaca da nova terra;

BARROCO (Séc. XVII)
  • Expressão ideológica da Contra-reforma;
  • Conflito entre corpo e alma;
  • Temática do desengano;
  • Linguagem conflituosa e ornamentada
ARCADISMO (Séc. XVIII)
  • Ligação com o Iluminismo; 
  • Celebração do racionalismo;
  • Razão = verdade = simplicidade;
  • Imitação dos clássicos;
  • Imitação da natureza (campestre);
  • Canto da vida pastoril.

ROMANTISMO (primeira metade do Séc. XIX)
  • Individualismo e subjetivismo;
  • Sentimentalismo;
  • Culto da natureza;
  • Imaginação e fantasia;
  • Liberdade de expressão;
  • Valorização do passado;

REALISMO (segunda metade do Séc. XIX)
  • Objetividade;
  • Verossimilhança;
  • Racionalismo (análise psicológica e social);
  • Predomínio do urbano;
  • Busca da perfeição formal;

NATURALISMO (segunda metade do Séc. XIX)
  • Cientificismo (adoção de “leis científicas” que determinam os personagens)
  • Objetividade;
  • Verossimilhança;
  • Racionalismo (análise psicológica e social);
  • Predomínio do urbano;
  • Busca da perfeição formal;

PARNASIANISMO (duas últimas décadas do Século XIX)
  • Objetividade e impassibilidade;
  • Teoria da Arte pela Arte (Verdade = Beleza = Forma);
  • Perfeição formal: métrica e rima;
  • Temática (descrição de objetos e antiguidade Greco-romana)

SIMBOLISMO (última metade do Século XIX)
  • Subjetivismo;
  • Utilização de símbolos e metáforas;
  • Culto do mistério;
  • Religiosidade mística.

PRÉ-MODERNISMO (duas primeiras décadas do séc. XX)
  • Mescla de estilos e temas;
  • Preocupação social.

MODERNISMO
  • Liberdade absoluta de expressão;
  • Valorização do cotidiano;
  • Linguagem coloquial;
  • Paródia e verso livre;
  • Ausência de fronteira entre os gêneros;
  • Nacionalismo crítico e irônico.



Fonte: http://www.infoescola.com/literatura/periodos-literarios/

http://educaterra.terra.com.br/literatura/temadomes/temadomes_conceitosbasicos_6.htm

O que é um narrador?

o que é um narrador?

Não podemos confundir o narrador com o autor do texto, pois o primeiro é uma pessoa de carne e osso, já o segundo aparece no texto como uma voz, um eu que se materializa na narrativa, nos enunciados, ele faz parte do texto e relata todos os fatos que o envolvem, ora introduzindo-se no discurso, ora ausentando-se dele temos então no primeiro exemplo o narrador em primeira pessoa e no segundo o narrador em terceira pessoa. 
  • Narrador em terceira pessoa 
Segundo FIORIN (2007) narrador em terceira pessoa “(...) conhece tudo, até os pensamentos e sentimentos dos personagens. Comenta, analisa, critica tudo. É como se pairasse acima dos acontecimentos e tudo visse. É chamado narrador onisciente (que tudo sabe), (...)”p.138.  
  • Narrador em primeira pessoa 
Conforme o mesmo autor “Nesse caso, ele está presente na narrativa (narrador em primeira pessoa *grifo nosso). Pode ser o personagem principal ou o secundário. (...) Quando é o personagem principal, não tem ele acesso a aos sentimentos, pensamentos e intenções dos outros personagens, mas pode como ninguém, relatar suas percepções, seus sentimentos e pensamentos (...). (...) Quando o narrador é um personagem secundário, observa de dentro os acontecimentos (...). (...) O modo de narrar em primeira pessoa cria um efeito de subjetividade maior que o modo em terceira pessoa. Este produz um efeito de objetividade, pois o narrador não está envolvido com os acontecimentos (...)”. p.139.




Fonte: FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação.17 ed.- São Paulo: Ática, 2007. 

O que é Narrativa?

O que é narrativa? 


Em síntese a narrativa é construída a partir da articulação destas quatros fases: 
  • Manipulação- Um personagem induz outro a fazer alguma coisa. O que vais fazer precisa querer ou dever. 
  • Competência - O sujeito adquire um saber e um poder. 
  • Performance – O sujeito do fazer executa a ação. 
  • Sanção – O sujeito do fazer recebe castigo ou recompensa.  




Fonte: FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação.17 ed.- São Paulo: Ática, 2007. (p.58).